Tomás Barreiros

Jornal endossa intenção da Prefeitura como fato

De novo, a Gazeta do Povo apresentou um título em que a intenção dos governantes é tomada como fato. Foi ontem, na matéria: “Em Curitiba, ocupações cairão 86% em 5 anos”. O título é palavra do jornal e afirma taxativamente que as ocupações cairão drástica e rapidamente. O texto da matéria, entretanto, informa: “Em cinco anos, o número de pessoas vivendo em áreas de risco em Curitiba deverá ter uma

Charge de Benett

Em que pesem minhas críticas (sempre construtivas) à Gazeta do Povo, repito que a considero um ótimo jornal. É o que leio diariamente, com assinatura paga, tendo o prazer de encontrar matérias excelentes (muitas delas, para meu orgulho, de ex-alunos). Uma das coisas de que mais gosto na Gazeta é o espetacular time de cartunistas, que está sem dúvida entre os melhores do Brasil, com destaque para Tiago Recchia e

Anida o “Dossiê Battisti” na Gazeta do Povo

Ontem (terça-feira, 18/01), a Gazeta do Povo deu continuidade à série de reportagens que intituou “Dossiê Battisti”. Continuou na mesma linha: uma matéria de página inteira tendo como fontes principais parentes de supostas vítimas de Battisti, reforçada por um editorial que não deixa margem de dúvida quanto à posição prévia do jornal contra Battisti. O título da matéria já indica que o jornal tomo como fato comprovado que Battisti matou

Crítica de mídia

Minhas críticas à edição de hoje da Gazeta do Povo serão voltadas mais ao conteúdo do que à forma. Antes, devo louvar a atitude do principal jornal paranaense de enviar jornalistas a locais distantes para fazer coberturas especiais, como é o caso do Haiti (para onde foi a repórter Helena Carnieri), da região serrana do Rio de Janeiro afetada pelas chuvas (Bruna Maestri Walter e Daniel Castellano – este, fotógrafo)

Mais da Gazeta...

Já que sou mesmo um “chato”, para não perder o hábito, vou fazer mais críticas a um texto da Gazeta do Povo. Desta vez é a matéria “Tricolor versão 2011 convence em amistoso”, publicada no Caderno de Esportes de 13 de janeiro de 2011. Trata da vitória do Paraná (2×0) contra o Cerro Porteño em amistoso disputado em Curitiba. Primeiro trecho: “Após o segundo gol, a partida esfriou e ficou

“Bombas” cinematográficas

Na semana passada, fui traído por duas “bombas” cinematográficas. Na TV a cabo, assisti ao filme “Os esquecidos”, atraído pela sinopse (mãe acredita que teve um filho que morreu aos nove anos, mas seu marido e seu analista dizem que foi tudo imaginação dela) e pelo bom elenco (Juliane Moore era a protagonista). Um filme horroroso! Vai muito bem até que se descobre a razão do sumiço do filho: abdução

Coisa de inexperiência...

Não consigo resistir a comentar um texto publicado na capa do Caderno G da Gazeta do Povo de terça-feira, 11 de janeiro de 2011, sob o título “Coisa de filme”. Trata-se de um texto curto sobre a única sala de cinema de Paranaguá, recentemente reinaugurada – a sala havia sido destruída por um incêndio no ano passado. O texto está cheio de informações absolutamente irrelevantes ou óbvias. Vejamos alguns trechos…

O jornal que acredita nos governantes!

Um problema recorrente nos jornais é a elaboração inadequada dos títulos. O título de uma matéria deve ser a síntese perfeita do conteúdo principal da notícia. Embora pareça muito simples, não é raro haver deslizes, mesmo em grandes jornais. Na edição de domingo, 2 de janeiro de 2011, da Gazeta do Povo, o mesmo erro é cometido duas vezes. Vejamos a manchete da capa, relativa à posse de Dilma Rousseff:

Gazeta do Povo - fazer um jornal é mesmo difícil...

De vez em quando, aponto aqui alguns erros da Gazeta do Povo, principal jornal do Paraná. Faço-o como crítica construtiva, já que a GP é o jornal que leio diariamente e do qual sou assinante (e de uma assinatura paga). Gosto da Gazeta, que tem ótimos jornalistas, muitos deles meus ex-alunos aliás, eh eh… E vários foram meus colegas de jornalismo diário. O jornal conta com profissionais de primeira linha

Natal

Saí para andar um pouco pela cidade ao final da tarde, como gosto de fazer em dezembro. Agrada-me muito. Ainda é possível deixar-se tomar pelo ar diferente da cidade nessa época pré-natalina. É o tempo em que os comerciantes se lembram de que as luzes têm outas cores além de amarelo e branco. Nos estabelecimentos mais familiares, imagino o próprio dono vasculhando um depósito à busca de uma caixa poeirenta