Tomás Barreiros

SER PAI

Neste domingo, admirava meu filho. Vi seus dedos ágeis e rápidos tocando ao piano uma música difícil que nunca ousei tentar. Contemplei seu desenho mais recente, que eu jamais seria capaz de fazer. Lembrei-me de suas frases de efeito, tão bem humoradas. De sua incrível habilidade no computador, digitando em inglês com os dez dedos sem nunca ter feito um “curso de datilografia”…. Comovi-me ao rememorar tantas atitudes suas que

Ser pai

Neste domingo, admirava meu filho. Vi seus dedos ágeis e rápidos tocando ao piano uma música difícil que nunca ousei tentar. Contemplei seu desenho mais recente, que eu jamais seria capaz de fazer. Lembrei-me de suas frases de efeito, tão bem humoradas. De sua incrível habilidade no computador, digitando em inglês com os dez dedos sem nunca ter feito um “curso de datilografia”…. Comovi-me ao rememorar tantas atitudes suas que

“Meia-noite em Paris”

Hoje fiquei ainda mais doente. Fui ver “Meia-noite em Paris”. Saí com agravamento do meu romantismo sonhador (sem falar na paixão por Paris, resumo do universo).

Foto trocada

Troquei de foto. Pus uma atual. Entre a antiga e esta, vários anos a mais, algumas rugas, menos cabelos (e agora com duas cores), muitos desejos alcançados, sonhos realizados, grandes alegrias, algumas tristezas, enormes mudanças. Continua a mesma sede de fazer muito mais, experimentar sempre e nunca morrer enquanto estiver vivo – sim, pois há gente que morre antes de fechar os olhos pela última vez.

O “mistério” de Berlusconi

Se você é homem, responda sinceramente: 1) Gostaria de ser muito rico? 2) Gostaria de ser poderoso – por exemplo, mandatário máximo de um país importante? 3) Gostaria de ser dono de um dos melhores times de futebol do mundo? 4) Gostaria de ser dono de uma influente rede de comunicação? 5) Gostaria de ter as mulheres que desejasse? Uma pesquisa recente de intenção de votos realizada na Itália indicou

Foto da tribo “isolada”

Diversos veículos reproduziram uma fotografia da AFP (clique aqui para vê-la), divulgada como sendo de uma tribo de índios isolados na fronteira do Brasil com o Peru. Aparecem na foto cinco índios olhando para o alto, um deles apontando o avião de onde foi tirada a foto. Olhando-se a fotografia, percebe-se que a criança no centro tem em mãos um enorme facão. Bem, talvez uma tribo “isolada” não seja exatamente

Escorregões na língua...

Título de abertura da p. 13 da Gazeta do Povo, caderno Vida Pública, ontem, 1º/02/2011: Mesmo após escândalos, 47,8%não lembram em quem votou Trechos do texto “Um rosto na multidão”, de Carlos Heitor Cony, ótimo cronista, escritor consagrado e membro da Academia Brasileira de Letras (Gazeta do Povo, p. 10, caderno Vida e Cidadania, 1º/02/2011): “…ele dava a impressão de buscar câmeras e holofotes onde houvessem câmeras e holofotes.” “…Lula

“Dossiê  Battisti”: o erro fatal

A Gazeta do Povo encerrou a série de reportagens do “Dossiê Battisti” escritas na Itália. E na edição de 23 de janeiro ficam desvelados os erros da publicação no ponto de partida. O texto “A ‘culpa’ dos franceses” indica o que está na cabeça da repórter: existe um “lado certo” e um “lado errado”, e Battisti está do lado errado. Quem define qual o lado “certo” e qual o “errado”?

Tudo é novidade?

Nas escolas de Jornalismo, os estudantes aprendem que uma matéria ou reportagem precisa ter um “gancho”. No jargão jornalístico, “gancho” é aquilo que justifica a publicação de uma matéria, a oportunidade de publicá-la. Fala-se em “gancho” no jornalismo diário. Qual o sentido, por exemplo, de se publicar num diário uma matéria sobre a história da cerveja? Pode ser uma matéria interessante, bem escrita, mas para o leitor de um jornal

Jornalistas precisam escrever corretamente

Não sou um “purista” da língua, nem um “caçador de erros”. Mas acredito que os jornalistas precisam, por dever de ofício, conhecer bem as regras do português formal. E escrever dentro dessas regras, o que indica domínio do idioma pátrio, qualidade essencial para um bom jornalista. Por isso, não me agrada encontrar “erros” nas matérias jornalísticas, especialmente aqueles que se repetem e os que indicam o empobrecimento da língua. Já