Caça-erros

Vamos fazer um joguinho de “caça-erros”?

O texto abaixo foi publicado em um dos blogs do UOL. Contém pelo menos meia dúzia de “erros de português” ou de digitação. Você consegue indicar quantos e quais são? É esse o jornalismo em que mais vale escrever antes do que escrever bem…

Carlos Alberto e Ricardinho tiveram influência decisiva na saída de Jóbson do Bahia.

Líderes do time baiano, os dois jogadores exigiram que o técnico Rene Simões e a diretoria do clube tomassem providências em relação aos casos de indisciplina de Jóbson.

Até mesmo Fahel, antigo companheiro de Jóbson no Botafogo, teria sido contrário à permanência do jogador no Bahia. Fahel chegou a dar conselhos ao atacante pedido que ele se afastasse de festas e evitasse as noitadas em Salvador.

Jóbson, segundo o blog apurou, já estava sendo alertado pelos jogadores mais experientes do time, de que seu comportamento não estava sendo adequado e que privilégios não seriam abertos para nenhum atleta do elenco.

A decisão da diretoria de afastar Jóbson do jogo contra o Santos no último dia 20, não foi por causa da discussão do jogador com o meia Carlos Alberto e muito menos, como foi divulgado, porque Jóbson estaria dividindo o grupo.

Na véspera da partida contra o Santos, dia 21, Jóbson foi flagrado numa festa na praia de Ipitanga, no Vilage Bahia Tropical. O jogador chegou a concentração atrasado, muito além do horário combinado, cheirando a bebida e deixou os líderes do time, Carlos Alberto e Ricardinho, chateados.

Imediatamente, apoiados pela maioria do elenco, os dois pediram que Rene Simões usasse o bom senso e afastasse o jogador do jogo diante do Santos.

‘Eu quero ver deixarem o menino jogar, mas, para isso, o menino terá que virar homem’.

A frase teria sido dita dentro da concentração do Bahia por um dos jogadores envolvidos e irritados com os constantes atos de indisciplina de Jóbson.

2 Comentários


  1. vamos lá, então! seria melhor se vc tivesse numerado os parágrafos, mas, salvo engano, achei mais de quinze nove erros, levando em conta as repetições:
    1) é Renê, e não, Rene (duas vezes no texto);
    2)3º parágrafo: "Fahel chegou a dar conselhos ao atacante pedido" – deveria ser "… chegou a dar conselhos ao atacante, pedindo" (dois erros, portanto: a falta da vírgula e o gerúndio);
    3)4º parágrafo: "já estava sendo alertado pelos jogadores mais experientes do time, de que (…)" – não tem essa vírgula;
    4) 5º parágrafo: a vírgula após o numeral 20 – ou não tem (porque separa o sujeito do verbo) ou tem que colocar uma antes de "no último dia 20", se considerarmos que poderia ser uma frase interposta;
    5) ainda no 5º parágrafo: "muito menos" deve estar entre vírgulas, mas só tem a que vem depois;
    6) 6º parágrafo: é fácil, faltou o acento grave indicador da crase em "O jogador chegou a concentração atrasado";
    7) ainda no 6º parágrafo: "cheirando à bebida", eu acho (aqui fiquei com um pouco de dúvida, mas, considerando que poderia ser "cheirando a álcool", presumi a existência da preposição – o que levaria à crase, se a palavra seguinte fosse feminina, como é);
    8) acho que é Jobson, né, e não, Jóbson (sete vezes); mas, como é nome próprio, vai saber como está no registro de nascimento do moço…
    E AÍ, QUAL FOI MINHA NOTA, PSOR?!

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  2. Boa nota! Seguem algumas observações:
    1) No 5º parágrafo, a vírgula depois de "20" é a primeira vírgula da oração intercalada "como foi divulgado" – está correta, portanto.
    2) No 6º parágrafo, não há crase – de fato, há uma preposição, mas apenas a preposição, mas a crase indica encontro de dois "as" (preposição e artigo). Para que houvesse crase na substituição que você vez, deveria ser "cheirando AO álcool", o que indicaria a existência de preposição e artigo – é para isto que se usa o "macete" da substituição, para saber se há preposição e artigo.
    3) Deve ser colocada uma vírgula depois de "cheirando a bebida".
    Abração!

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